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As habilidades cognitivas são elementos do conhecimento tradicionalmente valorizadas tanto no processo de aprendizagem quanto na vida profissional.

São habilidades como: raciocínio lógico, facilidade para fazer cálculos, memorização, afinidade com a língua, etc.

E estão diretamente relacionadas à inteligência e ao conhecimento.

Estas habilidades traçaram ao longo do tempo uma imagem tradicional de “gênio” ou de aluno exemplar, que é aquele que possui ampla afinidade com todo o conteúdo estudado e sabe lidar como ninguém com fórmulas, equações, análises sintáticas, textos e com a ciência de um modo geral.

Antigamente, o aluno que dominava facilmente estas habilidades era tido como alguém que teria sucesso sem a menor dúvida na vida escolar, universitária e profissional.

Porém, considera-se agora um novo elemento, adicionado às habilidades cognitivas para adquirir este sucesso: são as chamadas habilidades não-cognitivas.

Diferentemente das cognitivas, as habilidades não cognitivas – ao contrário do que muitas pessoas pensavam – também ajudam a garantir o sucesso do indivíduo como aluno e como profissional.

São também chamadas de socioemocionais e estão relacionadas ao seu comportamento perante o outro e também ao seu benefício próprio.

Como exemplo, podemos citar: determinação, autonomia, capacidade de concentração, estabilidade, capacidade de manter a calma em momentos de tensão, etc.

Habilidades não-cognitivas são todas as características que o aluno possui e o ajuda a aprender na sala de aula, na universidade ou na sua profissão, mas não está diretamente relacionado com o conhecimento.

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Nos últimos anos, a educação e o mercado de trabalho vêm sofrendo mudanças consideráveis neste sentido.

Formar um tipo de profissional ou aluno padronizado, forçando indivíduos de abrir mão de algumas características que lhe ajudariam a ter sucesso se tornou coisa do passado.

O mercado se mostrou extremamente dinâmico, com cargos que exigem diferentes tipos de talentos.

Muitos destes talentos incluem algumas destas habilidades não-cognitivas, que a educação tradicional, em muitos casos, fazia questão de abolir.

O motivo disso é a crença de que somente os alunos que tivessem facilidade para lidar com o conhecimento teriam um espaço no mercado de trabalho e também na sociedade.

Muito longe de criticar os alunos que possuem as habilidades cognitivas, as mudanças dos métodos de aprendizagem buscam incluir as habilidades não-cognitivas no processo, para que os alunos possam utilizar melhor as ferramentas que naturalmente possuem e absorver o conteúdo da maneira que lhes parecer mais fácil.

Obviamente, ter raciocínio lógico, rápido e afinidade com os conteúdos históricos é essencial para o processo de aprendizagem.

Porém, de que adianta saber todo o conteúdo de uma avaliação se não há a capacidade de controlar o nervosismo?

Ou qual é o fundamento de se ter calma e autocontrole mas não saber o conteúdo da disciplina?

O principal motivo ao igualar a importância das duas habilidades é permitir que se complementem.

Embora muitos “talentos” sejam natos, ambas as habilidades podem ser desenvolvidas em sala de aula.

Um bom professor pode ensinar técnicas de memorização e raciocínio lógico, por exemplo, bem como mostrar o que é preciso para ter calma ou determinação diante de um conteúdo difícil.

Se um aluno tem dificuldade em alguma matéria, ou seja, em suas habilidades cognitivas, pode buscar nas habilidades não-cognitivas tudo aquilo que precisa para conseguir passar de ano ou mesmo conseguir compreender o conteúdo.

Essas habilidades podem ser: determinação, foco, persistência, paciência, autocontrole, etc.

Embora não tenha afinidade com o conteúdo, a maneira como lida com o problema é fator que determina os resultados que terá.

Por isso, é interessante que a escola busque trabalhar as habilidades não-cognitivas.

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Isso fará com que os alunos utilizem sua capacidade de forma mais proveitosa e levem para a vida alguns elementos que não fazem parte do cronograma, mas que serão fundamentais para que colham bons frutos no futuro.

As habilidades não-cognitivas também podem ser trabalhadas em casa, pelos pais ou responsáveis pela criança.

Ao mostras a ela desde cedo alguns valores que auxiliam no processo de aprendizagem, abrem a ela muitas portas para que lide da melhor maneira possível com as disciplinas da escola.

Trata-se de aproveitar as habilidades com as quais já demonstra ter nascido e incentivar aquelas que é possível desenvolver.

Ainda que não mostre resultados incríveis, fazer com que alguns problemas como o nervosismo deixem de ser um obstáculo para o aprendizado já é uma grande conquista!

Não acham?

Conseguem enxergar a importância das habilidades não-cognitivas e como elas podem ajudar o desenvolvimento do seu filho?