Só muito recentemente as pessoas descobriram o que era bullying.

Mesmo com muitos casos registrados – alguns deles muito graves – o bullying só foi pensado através de um viés sociológico há cerca de duas décadas.

Para relembrar, a palavra bullying é derivada da palavra bully, com origem inglesa e significado “valentão”, remetendo à pessoa que pratica o ato.

Basicamente, o bullying se trata de agressões físicas, verbais ou psicológicas à determinadas pessoas.

Na maioria dos casos, estas agressões ocorrem publicamente ou partindo de um grupo de pessoas contra a vítima.

O ato se mostra especialmente grave no caso de crianças e adolescentes, por ser uma potencial causa de traumas psicológicos que podem levar até mesmo à morte.

Há histórico de adolescentes que sofrem e se erguem contra os seus agressores em violentos massacres, como também de vítimas que acabam por tirar a própria vida, tamanha a frequência – ou nível – das agressões sofridas.

Muitas escolas, professores e famílias tem tomado consciência do problema na sociedade e tentado abrir os olhos para identificá-lo e combatê-lo.

Recomenda-se que pais de crianças e adolescentes que demonstram tendência a ser o agressor, isto é, praticantes do o bullying, tomem providências para impedi-los ou mesmo desenvolver neles a empatia e ensinar a tratar o outro com respeito e amizade.

Porém, a tarefa não é fácil.

O advento da tecnologia aliado a problemas como este acaba por trazer um agravante: o nascimento do Cyberbullying, que agora pode ser praticado também através da internet!

O Bullying na Internet

cyberbullying

As redes sociais e os aplicativos de celulares hoje possuem proporções que eram inimagináveis antes dos anos 2000.

As pessoas descobriram na interação via internet um novo meio de lidar com a vida social.

As redes sociais e os smartphones transformaram a vida em sociedade e hoje são intermediários de diversos tipos de relações.

A internet permite que as pessoas escolham a maneira que desejam “aparecer” aos olhos de seus amigos e familiares.

Atualmente, podemos tomar como exemplo as interações que ocorrem na rede mais usada do mundo, o Facebook.

Ou até mesmo nos aplicativos de troca de mensagens instantâneas, como por exemplo, o Whatsapp.

As publicações de uma rede como o Facebook podem ser vistas por diversas pessoas em tempo real e é o ambiente perfeito para que os “agressores” possam agredir suas vítimas.

Afinal, possui tudo o que precisam: plateia, repercussão, visibilidade e ainda a conveniência de poder optar por não ser identificado ou mesmo penalizado pelos próprios atos.

Por estas e outras razões, o cyberbullying pode ser mais difícil de ser percebido do que o bullying tradicional.

Afinal, o mundo virtual carrega elementos que podem mascarar as agressões a princípio: a vítima pode demorar a perceber (ou mesmo ignorar) que há conteúdo que lhe diz respeito publicado, pode não perceber a gravidade do constrangimento que passou no momento até que decida sair de casa ou mesmo não saber como tomar providências quanto a este tipo de atitude.

Em todo caso, ignorar publicações na web que causam desconforto e embaraço por pensar que não é grave é compactuar com a agressão.

Por isso, precisamos entender que o cyberbullying é tão grave quanto o seu irmão mais velho, o bullying!

Afinal, contem agressões verbais e psicológicas, sendo prejudicial da mesma forma.

De modo semelhante ao bullying, o cyberbullying pode reprimir e inibir um indivíduo em sua vida social.

O constrangimento sofrido na rede pode fazer com que a vítima não queira ser vista pessoalmente, reprimindo-se.

A depender do nível da agressão praticada na rede, o agressor pode ser punido criminalmente.

Temos no Brasil casos frequentes de agressores que espalham fotos e vídeos embaraçosos de vítimas em circunstâncias íntimas sem o seu consentimento.

Na maioria das vezes este material “viraliza”, fazendo com que seja compartilhado milhares ou até milhões de vezes, afetando a vida social da vítima em todos os aspectos: trabalho, estudos, família, etc.

Tal é a gravidade deste tipo de ato, foi necessário que a lei interviesse, penalizando os responsáveis.

Como Prevenir?

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Assim como o bullying, o cyberbullying precisa ser identificado e combatido sem hesitação.

Embora seja mais difícil, é importante estar atento ao caráter das publicações que estão na rede, especialmente das crianças e adolescentes.

Se você se preocupa com esta questão pelos seus filhos, uma boa recomendação é que você esteja presente também na rede.

Crie para você um perfil e acompanhe tudo o que acontece na vida social virtual deles.