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O processo de educar os filhos inclui situações que podem ser embaraçosas, tanto durante a infância, quanto na adolescência.

Enquanto pequenos, é comum que os filhos façam milhares de perguntas sobre todas as coisas.

É a sua maneira de conhecer o mundo em que vive à medida que experimenta novas sensações e não é raro que muitas experiências precedam seu significado, ou seja, só possuem a informação do que aquilo significa depois experimentarem.

Embora isso seja normal, certamente você quer acompanhar todas as descobertas dos seus filhos, certo?

Dialogar com ele, ver como reage às novidades é muito importante tanto para você quanto para ele em muitos sentidos.

E não deve ser diferente quando o assunto for sexo!

Não Tenha Medo

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Não tenha medo, tente não se sentir embaraçado.

Procure se preparar para ser interrogado ou ao menos para responder algumas perguntinhas que surgirão em alguns momentos que você não espera e acaba sendo pego de surpresa.

É importante que você demonstre – ainda que só demonstre – segurança ao falar do assunto e mostre que não está desconfortável.

Isso mostrará ao seu filho que se trata de um assunto natural, porém que as pessoas tratam com discrição por ser quase sempre relacionado à intimidade das pessoas.

Seja sincero, direto, porém não há necessidade de impactá-lo com palavras fortes.

Você pode ser sincero e ao mesmo tempo ser sutil e didático, sem problema algum!

Cada Criança Tem o Seu Tempo

A hora certa de falar sobre sexo é relativa!

Ou seja, não existe a hora ideal, pois cada criança ou adolescente tem a sua!

As dúvidas podem começar a surgir em qualquer idade.

É recomendável esperar que ele te procure primeiro para que você possa sanar suas dúvidas.

Quando ainda pequeno, responda somente o que for necessário.

À medida que cresce, porém, é importante que você tome as rédeas da questão e discuta o assunto com ele, pois há muito a ser discutido.

Ensine-o a respeitar o próprio corpo e também o corpo alheio, bem como saber valorizar e cuidar bem dele.

Se você perceber que o seu filho nada fala, mas que já entendeu como funciona a sexualidade, chame-o para uma conversa e tente descobrir o que sabe e como teve acesso às informações.

Casos assim podem se dar tanto de forma inocente quanto levar a caminhos mais graves.

Não permita que estranhos ou pessoas distantes deem orientações sexuais para o seu filho sem o seu consentimento.

Se ele se sentir confortável para falar sobre sexo com outra pessoa que não seja você ou seu cônjuge, certifique-se que é alguém confiável e que o ensinará de maneira respeitosa, correta e saudável.

Fale Sobre Respeito

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Há uma linha tênue entre considerar o sexo um verdadeiro tabu e tratá-lo de forma indiscreta e constrangedora a outras pessoas.

A chave desta questão se chama intimidade.

O sexo é intrínseco à natureza animal.

Não há como bani-lo da sua vida, da sua família ou do seu filho.

A perversidade pode fazer com que o sexo pareça algo imoral como o pode fazer com qualquer outra coisa!

Comer uma banana, tomar um sorvete, ver seios femininos nus, tudo isso pode ser encarado com maturidade e respeito ou como degradação.

Por isso, não se trata do sexo em si, mas da maneira como as pessoas o percebem.

Quando você o apresenta ao seu filho de forma madura, é mais fácil responder qualquer outra dúvida que tenha.

A Importância Da Discrição

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A questão da discrição é importante porque é esclarecedora.

Mais cedo ou mais tarde ela se perguntará: “se é uma coisa natural, porque não posso falar com todos sobre isso?” e é neste momento que você explica a respeito de intimidade.

Uma vez que o sexo diz respeito à vida íntima do ser humano, não é interessante fazer perguntas às pessoas em público, muito menos quando não se possui intimidade com elas.

É preciso ressaltar este ponto, porque munida de informação, a criança pode se sentir à vontade para falar sobre o assunto com qualquer pessoa, independente da situação.

Esclareça e explique que sexo é um assunto que deve ser falado somente com pessoas próximas ou em situações muito específicas.

A discrição também vale para o caso da criança que gosta de tocar os órgãos genitais em lugares inapropriados.

Não brigue, não a julgue.

Apenas pergunte porque ela o faz e explique que não deve fazê-lo a menos que esteja sozinha, em um ambiente como o seu quarto, por exemplo.