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A jornada escolar inclui diversos aspectos afetivos que não parecem estar relacionados a ela, como: estabilidade do lar da criança ou adolescente, relação com irmãos e familiares mais distantes, timidez, relacionamento com animais, vizinhos, etc.

A vida de um ser humano é um apanhado de interações diversas e essas interações transcendem a esfera afetiva e afetam a esfera educacional.

Não podemos ignorar o fato de que há pais que não se esforçam para criar um ambiente propício para que o seu filho se saia bem no colégio, mas não deixam de exigir dele um bom resultado.

O que pode ser feito para equilibrar uma situação como esta?

São casos extremamente delicados, nos quais não é possível generalizar e atribuir sempre a culpa de um mau desempenho a uma só causa.

Sempre que o seu filho apresentar dificuldades de aprendizagem, investigue primeiro o que pode estar acontecendo e esteja preparado para lidar com a questão se a causa de tudo repousar em fatores emocionais e afetivos.

Lar “Agitado”

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Você desconfia que o seu lar possui algum tipo de agitação fora do que é considerado “natural”?

O conceito de lar conturbado pode ser bastante relativo.

Há casas que são movimentadas, constantemente visitadas por conhecidos ou mesmo barulhentas.

Reformulando a pergunta: há algo na rotina do seu lar que pode impedir que o seu filho tenha um bom rendimento na escola?

Se sim, procure descobrir o motivo!

Isso é importante porque muitos professores passam atividades para casa tendo em mente um tipo determinado e mais geral de rotina.

Ou seja, imaginando que a criança terá um espaço silencioso e tempo para se concentrar na atividade.

É bastante comum que muitos lares não sejam propícios à criação de momentos de estudo.

Neste caso, você pode sugerir ou mesmo levar o seu filho a uma biblioteca ou qualquer outro ambiente no qual ele possa desfrutar de momentos de quietude.

Você deve estar se perguntando “o que a agitação do lar tem a ver com interações afetivas?”

Ora, um lar é composto de convivência!

E só é agitado porque as pessoas o tornam assim.

Este tipo de relação mútua leva naturalmente a um comportamento agitado.

As chances de que seu filho se sinta mais à vontade em uma sala de aula agitada também são grandes, ainda que ele mesmo tenha que provocar isso.

Concentrar-se é essencial para absorver qualquer conteúdo, dos mais simples até os mais complexos.

Relação Com Os Pais

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Pelo menos até os 7 anos os pais (ou pessoas que tomam este papel como avós, tios, etc.) são as principais referências pessoais de uma criança.

São as pessoas nas quais ela se espelhará, acatará seus valores sem muita resistência e com as quais criará raízes emocionais mais profundas.

Assim, ter uma boa relação com o pai e a mãe são fatores essenciais para que a criança esteja aberta ao aprendizado.

Considerando que este tipo de relação na infância constitui as bases afetivas da criança, quando abaladas impactarão diretamente o seu rendimento na escola.

A relação com os pais quando benéfica dá segurança e tranquilidade para que tudo o mais funcione adequadamente.

É mais fácil lutar contra problemas como timidez excessiva, medo, ansiedade e outras dificuldades de socialização quando a relação com os pais é saudável.

Por isso é bastante comum que crianças sofram da forma mais intensa possível quando os pais se separam: as bases sobre as quais construiu o ideal de família, lar e amor se destroem, sendo necessário trabalhar a criação de outros conceitos destes itens, adaptados à sua nova realidade de pais separados.

Irmãos

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Muitos pais decidem ter dois filhos ou mais justamente para beneficiá-los com a interação de irmãos.

É fato que uma criança que é filha única tem mais chances de se sentir mais carente e solitária do que crianças que possuem irmãos.

Além disso, a relação entre irmãos ensina muitas coisas que podem ser levadas para escola e para a vida e que só podem ser aprendidas através da interação.

Aprender a dividir, por exemplo, é uma das coisas que irmãos acabam por aprender mais rápido do que filhos únicos.

Estes podem apresentar uma resistência maior até mesmo para entrar na escola.

Em muitos casos, a convivência com crianças da mesma idade pode ser algo totalmente novo e trazer diferentes sensações.

Para que uma criança não tenha dificuldades para aprender, é importante que se sinta segura emocionalmente.

Caso contrário, sua concentração estará dividida entre o que diz o professor, o medo e a ansiedade pelo desconhecido e o receio de não ser aprovado pelos outros, bem como a incerteza de não saber conviver adequadamente com os colegas.