As discussões sobre bullying tem ganhado muito espaço, tanto na mídia quanto nas discussões pedagógicas.

Isso tem ocorrido devido à gravidade das consequências às quais este tipo de prática pode levar.

Embora muitas pessoas acreditem que o problema não é grave ou que se trata apenas de brincadeiras entre crianças e jovens, é possível perceber que o bullying tem, por si mesmo, um caráter totalmente problemático.

Afinal, suas raízes são compostas pela falta de tolerância com o modo de ser do outro, pelo desprezo ao que é diferente de si mesmo e a necessidade de atacar esta diferença de alguma forma.

Para combater o bullying, é muito importante que os pais instruam seus filhos a respeitar o próximo e a apreciar nele tudo o que tem de diferente, esclarecendo que não há certo e errado ou melhor e pior na maneira de ser dos outros, em sua cultura, a cor de sua pele, sua orientação sexual, sua história e sua vida.

Infelizmente, inferiorizar o outro é algo que se dissipa fácil em qualquer cultura.

Os adultos o fazem de uma forma “polida” e subjetiva e as crianças e adolescentes o fazem de forma direta.

Embora expor alguém seja muito mais grave, a problemática da questão começa quando uma pessoa inferioriza a outra.

Quando o bullying é praticado diante de uma grande plateia – especialmente nas escolas – as chances de que cause graves traumas psicológicos na vítima são muito grandes.

Isso se explica devido ao fato de que a criança e o adolescente constroem sua vida social no ambiente escolar.

Se durante esta construção as pessoas que vivem em torno dela a atacarem e acusarem continuamente, ela acatará a ideia de que de algum modo é ruim, nociva, fraca, ou desqualificada de alguma forma perante todas as pessoas.

Isso refletirá drasticamente em sua vida adulta, quando não gera problemas graves já no presente.

Temos casos pelo mundo inteiro de suicídios por parte de crianças e jovens que sofrem bullying.

A Evolução do Bullying Para o Cyberbullying

a-evolucao-do-bullying-para-cyberbullying

Não é novidade para ninguém que a tecnologia modifica o padrão de vida e os hábitos das pessoas.

O celular, a internet, a televisão e a transformação de diversos meios de comunicação e entretenimento geraram novos hábitos e novas formas de interação social.

As redes sociais na internet são, para muitas pessoas, a única maneira ou, pelo menos, a maneira mais importante de se socializar.

As relações sociais se tornaram virtualizadas e intermediadas por estas redes e tudo o que existia já nas relações sociais tradicionais foi transferido para o universo online.

E não seria diferente com o bullying!

As redes sociais permitem que o indivíduo mostre a si mesmo, o seu estilo de vida e o que pensa da forma que desejar.

Embora haja algumas restrições legais de postagens, nem tudo pode ser controlado.

As denúncias e retiradas de postagens indesejáveis demoram algum tempo para acontecer, de modo que muitas publicações que contem agressões permanecem tempo suficiente para serem vistas por muitas pessoas.

Por isso, se alguém se sentir constrangido ou exposto com alguma publicação, enfrentará grande dificuldades para retirar esta publicação da rede, quando consegue fazê-lo.

Ainda há o agravante da quase impossibilidade de controlar um conteúdo à medida que se “viraliza”.

No mundo real, toda agressão ou constrangimento a alguém acontece no momento e passa em seguida.

Na internet, é possível revivê-la várias vezes.

Como Evitar?

como-evitar-cyberbullying

Do mesmo modo que o cyberbullying tem alguns agravantes em comparação com o bullying tradicional, também podemos usar algumas medidas a nosso favor.

Nas redes sociais, você possui a opção de bloquear algumas pessoas indesejáveis, de modo que a impeça de entrar em contato com você ou mesmo fazer qualquer menção ao seu perfil online.

Pode lançar mão da das denúncias de publicações com as quais não se sinta satisfeito, especialmente se alguém publicar algo em seu nome, ou utilizando sua imagem.

Embora a medida demore para se efetivar, é bastante útil em alguns casos.

Como vantagem, também há a de que é possível comprovar a agressão quando o usuário se identifica, uma vez que é mais fácil colher registros e salvar a imagem.

A depender do nível da agressão, é possível recorrer às autoridades para que medidas cabíveis sejam tomadas.

O mais eficiente, porém, é instruir as suas crianças desde cedo para que não cometam este tipo de atitude.