menina-com--medo

Você sabe o que é bullying?

Já suspeitou de que o seu filho possa viver algum problema de convivência com os colegas na escola?

Você considera que algumas situações de repressão por parte dos colegas, ainda que sejam apenas crianças, podem ser muito graves e deixar sequelas?

Se nunca pensou nisso, fique atento!

O bullying existe desde que existe a interação entre seres humanos, especialmente na escola, e ocorre com mais intensidade entre crianças e adolescentes.

De acordo com a Revista Escola, o bullying pode ser caracterizado por “agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas”.

Segundo a revista, o termo “bullying” vem de “bully”, que significa valentão ou encrenqueiro em inglês.

Como acontece?
adolescente-bullying

O bullying pode acontecer de diversas formas.

Geralmente, os colegas apontam características da “vítima” com frequência quase diária, fazendo com que estas características sejam vistas como motivo de chacota e razão para inferiorizar o colega e humilhá-lo.

Não há como prever um tipo determinado de característica que poderá ser motivo de bullying.

Crianças e adolescentes conseguem criar situações e até mesmo dar a um colega uma característica que ele não possui ou exagerar e exaltar qualquer outra que ele possua.

O bullying é um fenômeno excludente, que impede a criança reprimida de se socializar e faz com que se sinta desconfortável, primeiro no ambiente onde sofre bullying e depois em qualquer lugar onde haja convívio social.

Como identificar?

garoto-triste

Se o seu filho estiver sofrendo bullying, não será difícil que você perceba se prestar atenção em possíveis mudanças de comportamento.

É mais fácil de notar o problema quando ocorre com crianças do que com adolescentes, já que possuem um comportamento mais previsível.

Se você tem um filho adolescente, procure se aproximar dele o máximo que puder e perguntar sobre seus amigos na escola.

Procure identificar se cita nomes e se fala de alguém com algum tipo de sentimento negativo possivelmente reprimido.

Observe se ele se mostra mais quieto, se procura se isolar da família e se se mostra constantemente irritado.

Se não conseguir nenhuma informação sobre o convívio escolar através dele, você pode tentar conversar com algum professor, coordenador ou mesmo com o diretor do colégio.

Nunca descarte a possibilidade de ser o seu filho o responsável pelo bullying de outros colegas.

Neste caso, identifique o seu comportamento com pessoas que ele considera “muito diferentes” dele e se adota uma postura crítica e agressiva, especialmente verbalmente.

Nunca permita que ele seja preconceituoso ou intolerante com pessoas de outra cultura, crença, etnia, opção sexual, raça ou tipo físico do dele, ainda que o faça em tom de brincadeira.

A criança ou adolescente que pratica o bullying deve ser impedida de fazê-lo e é melhor que sejam os pais as pessoas que o impedirão.

Como proceder?

mae-conversando-com-filho

Uma vez tendo confirmado que seu filho sofre bullying, é essencial que você aja para reverter esta realidade.

O primeiro passo é tentar fortalecê-lo. Seja sempre apoio e mostre o quão pouco representa este tipo de atitude.

Tente desmistificar o sentimento de inferioridade causado pelos colegas e sempre esteja à disposição quando ele precisar conversar.

É importante não compactuar com a repressão caso se dê por algo que a criança é, de fato.

Faça com que sinta orgulho de tudo aquilo que é característico de sua pessoa e nunca o encoraje a mudar só para que as pessoas o deixem em paz.

Pedir para que mude coloca você do lado da opressão e impede que o seu filho seja ele mesmo.

Quando o Caso Fica Grave

meninas-de-recuperação

O bullying pode causar problemas psicológicos sérios.

O bullying pode causar introspecção, ansiedade e até mesmo depressão.

Pode ser responsável por eventos de violência e conflito.

Temos histórico de casos de bullying elevado a níveis extremos, que resultado até mesmo em óbito dos agressores por parte dos agredidos.

Por isso, nunca negligencie este tipo de fenômeno.

Se o seu filho já estiver sofrendo bullying há algum tempo e não mostra disposição para conversar com você sobre o assunto, não hesite em levá-lo para fazer terapia e procure comunicar à escola sobre o que está acontecendo e exigir alguma atitude.

Afinal, é um direito seu exigir que o seu filho seja protegido no ambiente escolar!